Dicionário do câncer

Os termos que aparecem no laudo, na consulta e nas notícias sobre câncer, explicados em linguagem simples.

Revisado em outubro de 2026 · Dr. Juliano Cé Coelho, médico oncologista

235 termos

A

Abscesso

Laudo e diagnóstico

Áreas geralmente nodulares com acúmulo de pus como consequência de um processo infeccioso. Muitas vezes necessitam de drenagem (retirada do pus) o que pode ocorrer de forma espontânea.

Aconselhamento genético

Risco e prevenção

Também pode ser chamado de avaliação genética. Consulta com especialista na área de oncogenética onde se fará toda a análise necessária para determinar se o tumor tem origem hereditária. Existindo uma síndrome hereditária será realizado todo o planejamento de seguimento para diagnóstico precoce de possíveis segundos tumores. Familiares também poderão ser avaliados quanto a “possuírem” essa possível síndrome, assim como serem orientados sobre os cuidados necessários.

Também aparece como: Avaliação genética

Leia mais: Câncer que anda na família: quando desconfiar de uma causa hereditária

Adenocarcinoma

Laudo e diagnóstico

A melhor forma de compreender essa palavra é dividindo-a nos seus componentes: “adeno” e “carcinoma”. Adeno se refere a glândula, enquanto carcinoma significa neoplasia maligna ou câncer. Portanto a palavra adenocarcinoma se refere a um câncer que tem origem em células com função de glândula.

Adenoma

Laudo e diagnóstico

Tumor benigno resultante da proliferação exacerbada de células daquele tecido específico. São comuns em órgãos como intestino, adrenal, fígado e tireoide.

Adenomastectomia

Cirurgias

Cirurgia que retira todo o tecido glandular mamário, porém preserva a pele e a aréola. Pode ser uma opção para mulheres que necessitam de mastectomia, mas têm a pele e a aréola livres de tumor. Técnica muito utilizada na cirurgia preventiva da mama, a qual é realizada em casos selecionados devido ao grande risco do desenvolvimento de câncer de mama ao longo da vida secundário a alguma síndrome hereditária.

Também aparece como: Mastectomia com preservação do mamilo

Adjuvante

Tratamento

Qualquer tratamento (quimioterapia, radioterapia, droga alvo, imunoterapia...) realizado após a ressecção cirúrgica do tumor. Esse tratamento tem o objetivo de diminuir a chance de a doença voltar (recorrer). Sua ação será voltada para a eliminação de possíveis células tumorais que podem ter permanecido no organismo, também chamadas de micrometástases. Importante lembrar que para ser adjuvante não pode existir doença “visível” no organismo.

Aerobilia

Laudo e diagnóstico

Presença de ar na via biliar. Muito comum após procedimentos na via biliar, como drenagem, colocação de prótese, papilotomia ou cirurgias que ligam a via biliar ao intestino.

Também aparece como: Pneumobilia

Afonia

Sintomas e efeitos colaterais

Perda completa da voz.

ALK

Laudo e diagnóstico

Gene que, quando sofre uma fusão (um pedaço dele se junta a outro gene), passa a enviar sinais contínuos de crescimento para a célula. Aparece em uma pequena parte dos casos de câncer de pulmão, com mais frequência em quem nunca fumou, e já existem medicações específicas contra essa alteração.

Leia mais: Como posso ter câncer de pulmão se nunca fumei?

Alopecia

Sintomas e efeitos colaterais

Popular queda de cabelo. Pode ser parcial ou completa. Quando secundária a quimioterapia tende a ocorrer a recuperação após interrompido o fator causal.

Também aparece como: Queda de cabelo

Leia mais: Queda de cabelo na quimioterapia: sempre acontece? E o que dá para evitar

Alto grau

Laudo e diagnóstico

Condição descrita para tumores pouco diferenciados ou indiferenciados. Nesses casos as células cancerígenas apresentam pouca semelhança morfológica com as células normais do órgão. Usualmente são tumores de crescimento mais rápido, sendo um marcador de maior agressividade.

Anatomopatológico

Laudo e diagnóstico

Popularmente conhecido por AP e até mesmo por biópsia, porém na verdade ele é o resultado de um dos exames realizado no material de biópsia pelo patologista. Por meio de técnicas e marcadores específicos, além do uso de microscópio realiza-se a análise das características das células e determinação se estamos diante de um câncer ou não.

Também aparece como: AP

Anemia

Sintomas e efeitos colaterais

Condição clínica em que as células vermelhas (hemácias) estão abaixo do normal. Sua causa pode ser múltipla, não apenas secundária a algum sangramento, mas também por condições como doenças crônicas, dificuldades de absorção e até mesmo carência de vitaminas.

Anosmia

Sintomas e efeitos colaterais

Perda do olfato.

Anticorpo biespecífico

Tratamento

Anticorpo produzido em laboratório capaz de se ligar a dois alvos diferentes ao mesmo tempo. Alguns aproximam um linfócito T, célula de defesa, da célula do tumor; outros bloqueiam duas vias ao mesmo tempo.

Também aparece como: Biespecífico

Anticorpo conjugado a medicamento (ADC)

Tratamento

Medicação formada por um anticorpo que reconhece uma proteína presente na célula do tumor, ligado a um quimioterápico. O anticorpo funciona como um "endereço", levando o quimioterápico de forma mais direcionada até a célula do câncer. Trastuzumabe deruxtecana é um exemplo.

Também aparece como: ADC, Anticorpo droga-conjugado

Anticorpo monoclonal

Tratamento

Medicação produzida em laboratório que imita um anticorpo do sistema de defesa e se liga a um alvo específico, como uma proteína do tumor ou das células de defesa. Muitos remédios da oncologia são anticorpos monoclonais, e o nome deles costuma terminar em "-mabe" (trastuzumabe, pembrolizumabe).

Também aparece como: Mabe

Ascite

Laudo e diagnóstico

Acúmulo de líquido no abdômen. Sua origem é muito variada, podendo ser secundário a alterações hepáticas como a cirrose, doenças infecciosas do peritônio (espécie de “pele” que reveste o intestino) ou mesmo secundário ao câncer. Diagnóstico da causa é feito a partir da análise de suas características e das células que o compõem. O tratamento deve ser voltado para a causa desse acúmulo de líquido. Retiradas momentâneas são possíveis e promovem alívio dos sintomas, mas não previnem que o líquido volte a se acumular.

Também aparece como: Água na barriga

B

Baixo grau

Laudo e diagnóstico

Condição descrita para tumores bem diferenciados. Nesses casos as células cancerígenas apresentam muita semelhança morfológica com as células normais do órgão. Usualmente são tumores de crescimento mais lento.

BI-RADS

Laudo e diagnóstico

Escore utilizado para classificação dos achados em exames de mama. Apresenta uma variação entre 0 e 6, com correlação com o risco de câncer.

  1. Exame inconclusivo.
  2. Ausência de alterações.
  3. Alterações benignas.
  4. Alterações provavelmente benignas.
  5. Alterações com possibilidade de malignidade. Essa categoria apresenta subdivisões com risco progressivo de câncer: 4a, 4b e 4c.
  6. Alterações altamente suspeitas de malignidade.
  7. Neoplasia maligna já diagnosticada com biópsia.

Também aparece como: Birads

Leia mais: Achei um nódulo na mama, e agora?

Biópsia

Exames e biópsias

Procedimento diagnóstico onde se retira fragmentos de uma lesão para análise de suas características e das células que a compõem. Existem diversas técnicas para obtenção do material, desde simples aspiração de algumas células, punções com retiradas de microfragmentos, até mesmo a ressecção cirúrgica de toda a lesão.

Biópsia cirúrgica

Exames e biópsias

Coleta do material da biópsia ocorre por meio de uma cirurgia.

Biópsia de medula óssea

Exames e biópsias

Coleta de material da medula do osso, local onde ocorre a formação das células do sangue (hemácias, leucócitos, plaquetas).

Também aparece como: Mielograma

Biópsia excisional

Exames e biópsias

Retirada de todo o tumor para análise.

Biópsia guiada por tomografia

Exames e biópsias

A realização da biópsia, usualmente utilizando-se uma agulha grossa ou core, ocorre com a determinação do alvo (área tumoral) sendo visualizada pela tomografia. Prática muito corriqueira para biópsia de lesões pulmonares periféricas, lesões hepáticas, ou de outras estruturas internas.

Biópsia incisional

Exames e biópsias

Retirada de um fragmento do tumor, mas não a lesão por completo.

Biópsia líquida

Laudo e diagnóstico

Exame feito em amostra de sangue para procurar fragmentos de DNA liberados pelo tumor na circulação. Pode identificar alterações genéticas do câncer sem a necessidade de uma nova biópsia do tecido, mas um resultado negativo não exclui que a alteração exista no tumor; nesses casos, pode ser necessário testar o tecido.

Braquiterapia

Tratamento

É uma técnica de radioterapia que utiliza materiais radioativos (muitas vezes chamados de sementes) que são inseridos diretamente na área do tumor. Essa modalidade de tratamento pode ser usada de forma exclusiva ou complementar à radioterapia externa em vários tipos de câncer.

BRCA 1/2

Risco e prevenção

Genes que podem estar mutados (alterado) em algumas síndromes hereditárias. A mutação desses genes acarreta risco muito aumentado para o desenvolvimento de alguns tumores ao longo da vida, sendo os mais frequentes (mas não únicos) mama e ovário.

Também aparece como: BRCA1, BRCA2, BRCA

Leia mais: Genética e câncer de mama: o que é BRCA e quando fazer o teste genético

Breslow

Laudo e diagnóstico

Medida em milímetros da profundidade de invasão do tumor. Fator prognóstico de grande importância no melanoma.

Leia mais: Melanoma: como reconhecer quando uma pinta merece atenção

Broncoscopia

Exames e biópsias

Exame do interior das grandes vias aéreas (traqueia e brônquios) realizado com um instrumento que tem uma câmera possibilitando a visualização direta das estruturas. Também é possível realizar biópsias, coletar materiais e até mesmo realização de alguns pequenos procedimentos nas vias aéreas. Podemos fazer uma analogia a endoscopia realizada no estômago, porém nesse exame estamos avaliando as vias aéreas.

C

Caquexia

Sintomas e efeitos colaterais

Perda de peso e de massa muscular causada pela própria doença, por inflamação e alterações do metabolismo, e não apenas por comer menos. Por isso, aumentar a alimentação, sozinho, muitas vezes não a reverte.

Também aparece como: Perda de peso

Leia mais: Caquexia no câncer: por que o problema não se resolve só com comida

Carcinoma adenoescamoso

Laudo e diagnóstico

Um tumor que apresentará 2 componentes de células, uma com origem escamosa e outra com origem glandular (adeno).

Carcinoma de pequenas células

Laudo e diagnóstico

Tipo de câncer formado por células pequenas e de crescimento rápido, muito mais frequente no pulmão. Está fortemente associado ao tabagismo e, na maioria das vezes, é diagnosticado com a doença já avançada. O tratamento se baseia em quimioterapia, imunoterapia e radioterapia.

Também aparece como: Pequenas células, Oat cell

Leia mais: Câncer de pulmão de pequenas células: o tipo mais agressivo, e o que mudou no tratamento

Carcinoma ductal

Laudo e diagnóstico

Câncer de mama, que tem origem nas células que revestem os dutos do leite. É o subtipo mais comum de câncer de mama.

Carcinoma epidermoide

Laudo e diagnóstico

Também chamado de carcinoma espinocelular. Carcinoma se refere a neoplasia maligna (câncer) e a palavra espinocelular faz menção a células de revestimento. Portanto esse é um tipo de câncer que surge das células que tem função de recobrir os órgãos.

Também aparece como: Carcinoma espinocelular, Carcinoma escamoso

Carcinoma in situ

Laudo e diagnóstico

Tumor não invasivo. As células cancerígenas seguem localizadas naquela camada onde se originara, ainda não tendo rompido a membrana basal. Em teoria são tumores que ainda não conseguiriam se disseminar.

Carcinoma invasivo

Laudo e diagnóstico

Tumor maligno que cresceu e conseguiu romper a membrana basal do local onde nasceu. Tendo essa característica invasora o tumor poderá ter contato com estruturas como vasos sanguíneos, linfáticos e nervos, possibilitando sua disseminação, tanto local como a distância.

Também aparece como: Carcinoma invasor

Carcinoma lobular da mama

Laudo e diagnóstico

Câncer de mama que se origina nos lóbulos mamários, unidade que corresponde as células que produzem o leite. Este é o segundo tipo mais comum de câncer de mama.

Carcinógeno

Risco e prevenção

Substância ou agente que pode aumentar as chances de desenvolver câncer. Existe um grande número desses agentes, sendo as mais comuns presentes na fumaça do cigarro, no amianto e na radiação ultravioleta. A probabilidade de uma pessoa desenvolver a doença dependerá de muitos fatores, incluindo o tempo de exposição, assim como características próprias de cada pessoa.

Também aparece como: Cancerígeno

Cateter totalmente implantado

Tratamento

Dispositivo colocado sob a pele, geralmente no peito, ligado por um pequeno tubo a uma veia grande. Permite aplicar a quimioterapia por uma punção na pele, sem precisar procurar uma veia a cada sessão. Fica implantado durante o tratamento e pode ser retirado, em um pequeno procedimento, quando não for mais necessário.

Também aparece como: Port-a-cath, Portocath, Cateter de quimioterapia, Port

Leia mais: Cateter para quimioterapia: o que é, como é colocado e quanto tempo fica

Câncer

Laudo e diagnóstico

Esse é o nome dado para as neoplasias malignas e esse diagnóstico é dado pela patologia. A célula cancerígena apresenta propriedades únicas, apresentando uma série de características específicas chamadas de hallmarks. Alguns desses atributos são a capacidade de crescimento ilimitado e contínuo, capacidade de invasão e gerar metástases, escape do sistema imune, indução de formação de vasos, entre outras.

CDI

Laudo e diagnóstico

Vide carcinoma ductal. A letra I se refere a invasor, e se ainda existir um “S” está sendo feito referência ao Carcinoma ductal in situ.

Também aparece como: Carcinoma ductal invasivo, CDIS

Ciclo de quimioterapia

Tratamento

Período que inclui a aplicação da medicação e o intervalo até a aplicação seguinte, por exemplo a cada 21 dias. O intervalo permite que as células normais se recuperem. O número de ciclos varia conforme o tratamento.

Também aparece como: Ciclo

Cirurgia profilática

Cirurgias

Cirurgia para remover um órgão ou glândula que não apresenta sinais de câncer, porém em uma pessoa com alta probabilidade de desenvolver a doença ao longo da vida, como por exemplo em algumas síndromes hereditárias.

Também aparece como: Cirurgia redutora de risco

Cistectomia

Cirurgias

Cirurgia de retirada da bexiga. Pode ser uma retirada parcial ou total do órgão.

Cistite actínica

Sintomas e efeitos colaterais

Inflamação aguda ou tardia da mucosa da bexiga ou uretra provocada pela radioterapia. Efeito adverso possível de ocorrer em casos de irradiação da pelve.

Também aparece como: Cistite actínia, Cistite por radiação

Colectomia

Cirurgias

Cirurgia para retirada do intestino grosso (cólon). Quando todo o órgão é retirado chama-se de colectomia total, enquanto se a ressecção for de uma parte, será chamada de colectomia parcial.

Colite

Sintomas e efeitos colaterais

Inflamação do intestino grosso. Em oncologia, pode ser causada por quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, e se manifesta com diarreia, dor abdominal e, às vezes, sangue nas fezes. Durante a imunoterapia, diarreia nova deve ser comunicada logo à equipe.

Colonoscopia

Exames e biópsias

Exame realizado com um aparelho que possui uma câmera para avaliação do intestino grosso (cólon). Por meio dele também pode-se realizar pequenos procedimentos como biópsias, retirada de pequenas lesões, injetar substâncias para conter sangramentos, entre outros.

Leia mais: Colonoscopia: como se preparar e por que o preparo decide o exame

Colostomia

Cirurgias

Derivação do intestino grosso (cólon) para a pele por onde sairão as fezes. Utiliza-se uma bolsa especial para a captação das fezes. Esse desvio muitas vezes é necessário em pacientes que apresentem algum grau de obstrução na parte final do intestino. Pode ser definitiva ou temporária.

Também aparece como: Bolsa de colostomia

Comitê de ética em pesquisa (CEP)

Pesquisa clínica

Grupo independente, formado por profissionais de diferentes áreas e por pelo menos um representante dos participantes de pesquisa, que analisa um estudo antes de ele começar e o acompanha, para proteger os participantes. No Brasil, a pesquisa com seres humanos, em regra, precisa ser aprovada por um comitê de ética antes de começar.

Também aparece como: CEP, Conep, Comitê de ética

Leia mais: Pesquisa clínica em câncer: o que muda para quem participa de um estudo

Core biópsia

Exames e biópsias

Coleta de material ocorre pela punção com uma agulha grossa que consegue retirar fragmentos do tumor. A coleta capta fragmentos de tecidos, sendo possível não só análise das células que o compõem, mas também ter uma ideia da arquitetura daquele tecido. Pela quantidade de células captadas é possível realização até mesmo de exames moleculares.

Também aparece como: Biópsia de fragmento com agulha grossa, Biópsia por agulha grossa, Core biopsy

Critérios de inclusão

Pesquisa clínica

Regras que definem quem pode participar de um estudo clínico, como tipo e estágio do tumor, tratamentos anteriores, exames e condição clínica. Protegem os participantes e mostram a quem o resultado se aplica: ele se aplica com mais confiança a pacientes parecidos com os que foram estudados.

Também aparece como: Critérios de exclusão, Elegibilidade

Leia mais: Pesquisa clínica em câncer: o que muda para quem participa de um estudo

Cuidados paliativos

Tratamento

Cuidado voltado a aliviar sintomas e sofrimento e a preservar a qualidade de vida de quem tem uma doença grave, junto com a família. Pode e deve começar desde o diagnóstico, ao lado do tratamento do câncer, e não apenas quando não há mais tratamento.

Também aparece como: Paliativo

Leia mais: Cuidados paliativos no câncer: o que são, quando começam e o que resolvem

D

Derrame pericárdico

Laudo e diagnóstico

Presença de excesso de líquido produzido pelo pericárdio. Pode ter diversas causas, sendo uma delas a produção por câncer invadindo o pericárdio, assim como doenças infecciosas e inflamatórias.

Derrame pleural

Laudo e diagnóstico

Presença de excesso de líquido produzido pela pleura. Popularmente chamado de água na pleura. Pode ter diversas causas, sendo uma delas a produção por câncer invadindo a pleura, assim como doenças infecciosas e inflamatórias.

Também aparece como: Água na pleura

Desfecho primário

Pesquisa clínica

A principal pergunta que um estudo foi planejado para responder, definida antes de ele começar (por exemplo, a sobrevida global). O tamanho do estudo é calculado para ela; os outros resultados, chamados desfechos secundários, são informações de apoio e têm menos peso.

Também aparece como: Desfecho secundário, Endpoint

Diferenciação

Laudo e diagnóstico

Faz a referência a quanto uma célula tumoral é parecida ou não com a célula normal daquele local. Tumores diferenciados se assemelham às células normais. Geralmente tumores bem diferenciados apresentam taxa de replicação mais lenta. Tumores pouco diferenciados não se assemelham com as células normais e tendem a crescer e se disseminar com maior velocidade e até mesmo descontroladamente.

Disfagia

Sintomas e efeitos colaterais

Dificuldade para engolir. Pode ser parcial ou completa.

Leia mais: Câncer de esôfago: quando a comida trava, e o que muda o risco

Disfonia

Sintomas e efeitos colaterais

Alteração da voz, a famosa rouquidão.

Também aparece como: Rouquidão

Dispepsia

Sintomas e efeitos colaterais

Desconforto estomacal. Muitas pessoas englobam nesse sintoma a popular azia, embora o termo médico para a azia seja pirose, que costuma estar ligada ao refluxo gastroesofágico.

Também aparece como: Azia, Pirose

Displasia

Laudo e diagnóstico

Células com anormalidades morfológicas quando vistas ao microscópio, mas ainda não são câncer. Muitas lesões pré-malignas apresentam células displásicas.

Também aparece como: Displásico

Leia mais: Preventivo alterado: o que significa um HPV positivo quando não há sintoma

Disseminar

Laudo e diagnóstico

Espalhar-se ou propagar-se para outros locais, os quais podem ter relação anatômica direta com o tumor inicial (disseminação local) ou ser distante (disseminação a distância).

Também aparece como: Espalhar-se, Disseminação

Doença estável

Evolução e resposta

Nomenclatura utilizada em pesquisa clínica quando a doença não aumenta 20% ou mais nem diminui 30% ou mais. Também não pode ocorrer surgimento de novas lesões. Essa é uma definição utilizada no RECIST.

Droga-alvo

Tratamento

Medicações que atuam contra uma, ou mais, alterações especificas tumorais. Considerado um tratamento “inteligente” por reconhecer as células que possuem determinada alteração, dessa forma sendo um ataque voltado especificamente contra aquelas células e limitando a ação nas células saudáveis do organismo.

Também aparece como: Terapia-alvo, Terapia alvo

Duplo-cego

Pesquisa clínica

Estudo em que nem o paciente nem a equipe que o acompanha sabem qual tratamento ele está recebendo. Isso reduz a influência da expectativa de quem participa sobre os resultados. Geralmente usa placebo ou medicação de aparência igual.

Também aparece como: Cego

E

ECOG

Tratamento

Escala utilizada em oncologia para classificar o grau funcional dos pacientes quanto as atividades diárias, habilidades físicas e autocuidado. Totalmente capaz, nenhuma restrição. Capaz de realizar todos os autocuidados, mas incapaz de realizar atividade de trabalho; em pé aproximadamente 50% das horas em que o paciente está acordado. Restrição a atividades físicas rigorosas; é capaz de trabalhos leves a moderados. Capaz de realizar somente autocuidados limitados, confinado ao leito ou cadeira mais de 50% das horas em que o paciente está acordado. Morte. Completamente incapaz de realizar autocuidados básico, totalmente confinado ao leito ou à cadeira.

  1. Totalmente capaz, nenhuma restrição.
  2. Restrição a atividades físicas rigorosas; é capaz de trabalhos leves a moderados.
  3. Capaz de realizar todos os autocuidados, mas incapaz de realizar atividade de trabalho; em pé mais de 50% das horas em que o paciente está acordado.
  4. Capaz de realizar somente autocuidados limitados, confinado ao leito ou cadeira mais de 50% das horas em que o paciente está acordado.
  5. Completamente incapaz de realizar autocuidados básicos, totalmente confinado ao leito ou à cadeira.
  6. Morte.

Também aparece como: Performance status, PS

Edema

Sintomas e efeitos colaterais

O popular inchaço.

Também aparece como: Inchaço

Efeito adverso

Tratamento

Reações indesejáveis causadas pela medicação ou tratamento. Existe um escore de classificação dos efeitos adversos em grau de severidade variando entre 1 até 5. O grau 1 é leve, o grau 2 é moderado, o grau 3 é grave e o grau 4 ameaça a vida. Evento adverso grau 5 significa morte causada pela terapêutica. Também são chamados de toxicidade.

Também aparece como: Toxicidade, Evento adverso

Leia mais: Quimioterapia: como funciona e por que os efeitos colaterais são esses

EGFR

Laudo e diagnóstico

Receptor do fator de crescimento epidérmico. Alguns casos de câncer podem apresentar uma mutação nesse receptor, já existindo medicações específicas contra esse alvo.

Leia mais: Como posso ter câncer de pulmão se nunca fumei?

Endométrio

Corpo e sangue

Camada interna do útero. O endométrio é a camada que descama quando ocorre a menstruação.

Endoscopia

Exames e biópsias

Exame realizado com um aparelho que possui uma câmera para avaliação do esôfago, estômago e início do intestino (duodeno). Por meio dele também pode-se realizar pequenos procedimentos como biópsias, retirada de pequenas lesões, injetar substâncias para conter sangramentos, entre outros.

Também aparece como: Endoscopia digestiva alta

Esofagectomia

Cirurgias

Cirurgia para retirada do esôfago. Existem diversas técnicas para reconstrução do órgão, sendo as mais comuns o uso do estômago ou do intestino grosso (cólon).

Estadiamento

Laudo e diagnóstico

É o “mapeamento” do câncer no organismo a partir do exame clínico, imagem e até mesmo resultado de cirurgia. Será classificado por um escore que varia de zero a quatro, sendo mais avançado quanto maior for o escore. Para a formação desse escore são utilizadas informações sobre o tumor original, presença de linfonodos (ínguas) comprometidos e a existência de câncer a distância (metástase).

Também aparece como: TNM

Estudo aberto

Pesquisa clínica

Estudo em que o paciente e a equipe sabem qual tratamento está sendo dado. Às vezes é a única forma possível, como quando os tratamentos são aplicados de maneiras diferentes, mas os resultados ficam mais sujeitos à influência da expectativa, sobretudo nos desfechos que dependem de avaliação.

Também aparece como: Open-label

Estudo clínico de fase 1, 2 e 3

Pesquisa clínica

Etapas da pesquisa de um novo tratamento em pessoas. A fase 1 avalia principalmente a segurança e a dose, em poucos pacientes. A fase 2 avalia se o tratamento tem efeito contra a doença (e continua avaliando a segurança). A fase 3 compara o novo tratamento com o tratamento padrão em um número grande de pacientes, e é o tipo de estudo que costuma mudar a prática.

Também aparece como: Fase 3, Fase III, Ensaio clínico

Leia mais: Pesquisa clínica em câncer: o que muda para quem participa de um estudo

Estudo observacional

Pesquisa clínica

Estudo em que os pesquisadores apenas observam o que acontece, sem definir quem recebe cada tratamento, como quando acompanham um grupo de pessoas ao longo dos anos. Ajuda a identificar associações e levantar hipóteses, mas não prova causa e efeito como um estudo randomizado.

Também aparece como: Coorte, Estudo de coorte

Estudo randomizado

Pesquisa clínica

Estudo em que os participantes são divididos de forma aleatória entre os grupos que receberão os tratamentos comparados. A divisão aleatória faz com que os grupos sejam parecidos, e assim a diferença no resultado pode ser atribuída ao tratamento.

Leia mais: Pesquisa clínica em câncer: o que muda para quem participa de um estudo

Esvaziamento linfático

Cirurgias

Retirada cirúrgica dos linfonodos de uma determinada região. O exemplo mais conhecido é o esvaziamento axilar onde se retira os linfonodos da axila no caso de alguns cânceres de mama.

Também aparece como: Linfadenectomia, Esvaziamento axilar, Esvaziamento linfonodal

Evento adverso imunomediado

Sintomas e efeitos colaterais

Efeito colateral da imunoterapia causado pelo próprio sistema de defesa, que, ativado pelo tratamento, passa a atacar também órgãos saudáveis. Pode atingir praticamente qualquer órgão, como pele, intestino (colite), pulmão (pneumonite), fígado (hepatite) e glândulas como a tireoide. Pode surgir em qualquer momento, inclusive depois do fim do tratamento, e por isso sintomas novos devem ser comunicados à equipe.

Também aparece como: irAE, Toxicidade da imunoterapia, Efeito colateral da imunoterapia

Leia mais: Efeitos colaterais da imunoterapia: por que eles seguem outra lógica

F

Fadiga

Sintomas e efeitos colaterais

Cansaço persistente ligado ao câncer ou ao seu tratamento, desproporcional ao esforço feito e que não melhora por completo com o descanso. É um dos sintomas mais frequentes durante o tratamento.

Também aparece como: Cansaço

Leia mais: Cansaço no câncer: por que dormir não resolve

Fator de proteção

Risco e prevenção

Condição que reduz (diminui) ou minimiza o risco de uma pessoa desenvolver uma doença. Dois bons exemplos de fatores de proteção são a prática de exercício físico e a alimentação saudável.

Fator de risco

Risco e prevenção

Condição que afeta (aumenta) o risco de uma pessoa desenvolver uma doença. Cada doença terá seus próprios fatores de risco, embora um mesmo agente possa ser fator de risco para mais de uma doença, como por exemplo tabagismo e obesidade, em que ambos são fatores de risco tanto para o desenvolvimento de câncer como de doenças cardiovasculares.

Fator estimulante de colônias de granulócitos

Tratamento

Substância que estimula a produção de células de defesa na medula óssea. Existem medicações que podem fazer esse estímulo.

Também aparece como: G-CSF, Filgrastim

Fatores prognósticos

Laudo e diagnóstico

Parâmetros existentes no momento do diagnóstico que são utilizados para predizer desfechos do paciente, como por exemplo, risco de recorrência de uma doença ou mesmo a sobrevida. Cada doença terá seus fatores prognósticos próprios, embora muitos estejam presentes em mais de uma doença.

Também aparece como: Prognóstico

FGFR

Laudo e diagnóstico

Receptor do fator de crescimento de fibroblastos. Alguns casos de câncer podem apresentar uma alteração (mutação ou fusão) nesse receptor, já existindo medicações específicas contra esse alvo.

Fibroadenoma

Laudo e diagnóstico

Tumor benigno mais frequente da mama.

Fibrose

Laudo e diagnóstico

Alteração tecidual benigna geralmente resultante da cicatrização de uma lesão ou cirurgia.

FISH

Exames e biópsias

Técnica de laboratório para avaliar alterações específicas em partes selecionadas do DNA celular. Muito utilizada para análise de alterações no ALK e HER2, mas não restrita a essas.

Também aparece como: Hibridização fluorescente in situ

Fístula

Laudo e diagnóstico

Comunicação que ocorre entre dois órgãos. Pode ocorrer essa comunicação com a pele, ou com outros órgãos. Por exemplo, na fístula enterocutânea temos a comunicação entre o intestino e a pele, enquanto em uma fístula vesicovaginal a comunicação ocorre entre a bexiga e a vagina.

G

Gastrectomia

Cirurgias

Procedimento cirúrgico onde é realizado a retirada do estômago, podendo ser parcial ou total.

Gastrostomia

Cirurgias

Espécie de tubo colocado por meio cirúrgico ou endoscópico diretamente no estômago do paciente para ser administrado alimentação.

Também aparece como: Sonda de gastrostomia

Gene

Corpo e sangue

Unidade funcional onde estará uma determinada sequência de DNA responsável por determinar a produção de uma proteína específica.

GIST

Laudo e diagnóstico

Tumor originário das células estromais (de sustentação) da parede do tubo digestivo. Seu local mais frequente de ocorrer é no estômago. Por se desenvolver no interior da parede do órgão a suspeição e diagnóstico costumam ser mais complicados.

Também aparece como: Tumor estromal gastrointestinal

Leia mais: GIST: o que é o tumor estromal gastrointestinal e como se trata

Glioblastoma

Laudo e diagnóstico

Tumor originário do sistema nervoso central de alto grau. Costuma apresentar crescimento rápido e comportamento agressivo. É classificado como grau 4.

Glioma

Laudo e diagnóstico

Tumor originário das células gliais (de sustentação) do sistema nervoso central.

Grau tumoral

Laudo e diagnóstico

Relação direta com a aparência morfológica da célula tumoral quando comparada com a célula normal que compõe aquele órgão. Quanto mais diferente a célula tumoral for em relação a célula normal, mais indiferenciado será aquele tumor. Usualmente classificamos os tumores em 3 graus distintos: bem diferenciado (grau 1), moderadamente diferenciado (grau 2), pouco diferenciado ou indiferenciado (grau 3).

H

Hematopoese

Corpo e sangue

Processo de formação das células do sangue a partir das células-tronco. Esse processo ocorre na medula óssea.

Hemácias

Corpo e sangue

São os chamados glóbulos vermelhos do sangue que são produzidos pela medula óssea. Quando sua quantidade está diminuída temos a tão conhecida anemia.

Também aparece como: Glóbulos vermelhos

HER2

Laudo e diagnóstico

Receptor do fator de crescimento epidérmico humano 2, também conhecido como ERBB2. Alguns casos de câncer podem apresentar uma mutação ou superexpressão desse receptor transmitindo sinais de crescimento tumoral. Apresenta maior frequência no câncer de mama, mas também presente em outros tumores como gástrico, pulmão, cólon, vesícula, entre outros.

Também aparece como: ERBB2, ERB2

Hiperglicemia

Sintomas e efeitos colaterais

Elevação da glicose.

Também aparece como: Glicose alta

Hiperplasia atípica

Laudo e diagnóstico

Condição benigna onde as células de um determinado tecido estão aumentadas em número e com alterações estruturais. Podem ser consideradas lesões pré-malignas em determinadas circunstâncias.

Hiperplasia prostática benigna

Laudo e diagnóstico

Crescimento benigno do tecido prostático ocorrendo com a idade do homem. Como seu nome já diz, essa alteração é benigna.

Também aparece como: HPB, Próstata aumentada

Hiposmia

Sintomas e efeitos colaterais

Diminuição do olfato.

Histerectomia

Cirurgias

Cirurgia para retirada do útero.

Hormonioterapia

Tratamento

O nome mais correto seria manipulação hormonal para o tratamento do câncer. Nessa terapia se utiliza medicações que irão interferir na produção hormonal natural do corpo ou bloquear os receptores presentes na célula para determinado hormônio. Os grandes exemplos (mas não únicos) dessa terapia são o tamoxifeno e o anastrozol no câncer de mama, além da goserelina ou leuprorelina no câncer de próstata.

HPV

Risco e prevenção

Papilomavírus humano. Vírus muito prevalente na população e que alguns subtipos são fatores de risco e principal responsável pelo surgimento de tumores como por exemplo colo uterino, canal anal, orofaringe (garganta), vulva, vagina e pênis. Hoje já existe vacina contra esses subtipos cancerígenos disponível para a população.

Também aparece como: Papilomavírus

Leia mais: Vacina contra o HPV: quem deve tomar e por quê

HTLV-1

Risco e prevenção

Vírus linfotrópico para células T humanas tipo 1. Vírus que infecta as células T, podendo causar a leucemia/linfoma de células T do adulto. Sua transmissão ocorre por meio de compartilhamento de seringas ou agulhas, transfusões de sangue, contato sexual e até mesmo de mãe para filho durante o parto ou a amamentação.

I

Icterícia

Sintomas e efeitos colaterais

Condição em que por acúmulo de bilirrubina (pigmento da bile) a pele e mucosas mudam de coloração tornando-se amarelada. Essa condição também é conhecida popularmente por amarelão. Esse acúmulo ocorre por alguma deficiência no funcionamento do fígado ou por bloqueio do ducto biliar.

Também aparece como: Amarelão

Ileostomia

Cirurgias

Semelhante à colostomia, porém feita no intestino delgado, na parte final dele, chamada de íleo. Esse desvio acarreta eliminação de fezes mais liquidas e geralmente maior quantidade, pois as mesmas não terão passado pelo intestino grosso (cólon), principal responsável pela reabsorção dos líquidos.

Imuno-histoquímica

Laudo e diagnóstico

Exame complementar realizado pela patologia em material / tecido celular. Por meio de técnicas de coloração auxilia no diagnóstico das mais variadas doenças, como identificação de células cancerígenas, mas também pode detectar células especificas e até mesmo microrganismo. No câncer é muito utilizada na identificação do local que originou o câncer, além de avaliar presença de receptores e proteínas.

Também aparece como: Imunohistoquímica, IHQ

Imunocomprometido

Sintomas e efeitos colaterais

Condição em que a pessoa está com o sistema de defesa enfraquecido, seja como decorrência de um tratamento (quimioterapia por exemplo) ou devido a uma doença.

Também aparece como: Imunidade baixa, Imunossuprimido

Imunoterapia

Tratamento

Modalidade de tratamento que utiliza o sistema imune (de defesa) do organismo como forma de atacar o tumor. Existem diferentes mecanismos de ação. Muitas vezes se utiliza o termo imunoterapia para se referir as medicações inibidores de check point (PD-1, PD-L1, CTLA-4), porém esse é apenas 1 dos possíveis mecanismos de ação da imunoterapia.

Leia mais: Imunoterapia no câncer: o que é, para quem funciona e o que esperar

Indolente

Laudo e diagnóstico

Tumor de crescimento lento.

Inibidor de tirosina quinase

Tratamento

Medicação, geralmente em comprimido, que bloqueia enzimas chamadas tirosina quinases, responsáveis por transmitir sinais de crescimento para dentro da célula. É uma das principais formas de droga-alvo, usada, por exemplo, contra alterações em EGFR e ALK. O nome costuma terminar em "-nibe" (osimertinibe, alectinibe).

Também aparece como: TKI, Tirosina quinase, Tirosina cinase

Inibidores de angiogênese

Tratamento

Medicações que interferem na formação e estabilidade dos novos vasos sanguíneos produzidos pelo tumor. Para crescer e dar metástases, o câncer precisa de um suprimento de sangue por onde chegarão os nutrientes para seu desenvolvimento.

Também aparece como: Antiangiogênico

Inibidores de checkpoint

Tratamento

Medicações do grupo das imunoterapias. Os check points imunológicos são pontos de controle da ação do sistema de defesa do organismo, passando mensagens positivas (seguir o ataque) ou negativas (parar o ataque) das células de defesa contra o agente nocivo. Eles existem fisiologicamente e estão sempre atuando no equilíbrio do nosso organismo. Alguns tumores conseguem atrapalhar esse funcionamento fisiológico do sistema imune contra ele, evitando que o ataque ocorra. Isso ocorre pela inibição do sistema de defesa no check points negativos (PD-1, CTLA-4) que passam a estar constantemente ativados, enviando mensagens as células de defesa para que não ataquem o tumor. Os inibidores de check-point impedem que essa ligação siga ocorrendo, dessa forma o tumor voltando a ser visto como algo “ruim” pelo sistema de defesa e ocorrendo novamente o ataque contra as células malignas. Os mais conhecidos são as medicações que se ligam ao CTLA4 (ipilimumabe) e ao complexo PD1/PDL1 (atezolizumabe, durvalumabe, nivolumabe, pembrolizumabe...)

Também aparece como: Inibidores de check-point, Checkpoint

Leia mais: Imunoterapia no câncer: o que é, para quem funciona e o que esperar

Instabilidade de microssatélites (MSI) / deficiência de reparo (dMMR)

Laudo e diagnóstico

Condição em que a célula do tumor perde a capacidade de corrigir erros que acontecem quando o DNA é copiado. Esses tumores acumulam muitas mutações e costumam responder melhor à imunoterapia. Pode ser pesquisada pela imuno-histoquímica ou por testes moleculares, e em alguns casos está ligada a uma síndrome hereditária (síndrome de Lynch).

Também aparece como: MSI, dMMR, MSI-H, Lynch

Intramuscular

Tratamento

Medicação ou substância aplicada por meio de injeções no músculo.

Também aparece como: IM

Intratecal

Tratamento

Medicação ou substância aplicada no liquor.

Intravenoso

Tratamento

Medicação ou substância aplicada diretamente na veia.

Também aparece como: Endovenoso, EV, IV, Na veia

Irressecável

Laudo e diagnóstico

Tumor impossível de ser retirado com cirurgia.

Também aparece como: Inoperável

K

Ki-67

Laudo e diagnóstico

Proteína presente nas células que estão se dividindo. No laudo aparece como uma porcentagem: quanto maior o Ki-67, maior a proporção de células em multiplicação naquele tumor, o que costuma indicar um crescimento mais rápido. É usado principalmente em tumores como mama e neuroendócrinos.

KRAS

Laudo e diagnóstico

Gene que participa do controle do crescimento da célula. Mutações no KRAS estão entre as alterações mais comuns em alguns tumores, como pâncreas, intestino e pulmão. Por muito tempo foi considerado um alvo sem tratamento possível; hoje já existem medicações para algumas mutações específicas, como a G12C.

L

Laparoscopia

Cirurgias

Procedimento cirúrgico que por meio da inserção de uma câmera na cavidade abdominal é examinada a superfície dos órgãos abdominais. Pode ser coletado material (biópsias) nesse procedimento. Também é a via usada em muitas cirurgias feitas por pequenos cortes (cirurgia videolaparoscópica).

Também aparece como: Videolaparoscopia

Laringectomia

Cirurgias

Cirurgia para remover a laringe. Pode ser parcial ou total.

LDH

Exames e biópsias

Desidrogenase láctica (lactato desidrogenase). Substância produzida fisiologicamente pelo nosso corpo podendo estar aumentada nas mais diversas situações em que ocorre agressão ou destruição tecidual. Pode ser medida no sangue. Alguns tumores podem alterar os níveis fisiológicos dessa substância, sendo utilizado como um marcador tumoral. Os principais tumores que utilizamos esse marcador são o melanoma e tumores germinativos.

Também aparece como: Desidrogenase láctica, DHL

Lesão osteoblástica

Laudo e diagnóstico

Lesão no osso onde ocorre formação de osso novo; na imagem aparece mais densa.

Também aparece como: Lesão blástica

Lesão osteolítica

Laudo e diagnóstico

Lesão no osso onde ocorre destruição do tecido local. Na imagem muitas vezes aparenta uma “mordida” no osso.

Também aparece como: Lesão lítica

Leucopenia

Sintomas e efeitos colaterais

Diminuição do número dos leucócitos independentemente de sua causa.

Leucócitos

Corpo e sangue

São os chamados glóbulos brancos, também conhecidos como as células de defesa do organismo. São produzidos pela medula óssea e existem diversas populações distintas de células que formam a família dos leucócitos.

Também aparece como: Glóbulos brancos

Linfedema

Sintomas e efeitos colaterais

Acúmulo de líquido em determinada área como resultado de dificuldades na drenagem linfática daquela região. Bastante comum ocorrer após cirurgias com esvaziamento linfonodal ou naqueles tumores onde ocorre obstrução da drenagem linfática.

Leia mais: Linfedema após câncer de mama: o que mudou no que se pode fazer com aquele braço

Linfonodo

Corpo e sangue

Também chamado de íngua, são aquelas “bolinhas” que ficam aumentadas quando estamos com alguma infecção. Todos nós temos incontáveis linfonodos pelo corpo e eles fazem parte do nosso sistema de defesa. O local mais frequente que o câncer pode se alojar após sair do tumor primário é nos linfonodos e dependendo da sua localização em relação ao tumor primário será considerado metástase local/regional ou a distância.

Também aparece como: Gânglio linfático, Gânglio, Íngua

Linfonodo sentinela

Laudo e diagnóstico

Esse é o primeiro linfonodo no sistema de drenagem linfática do tumor. Utilizando técnicas de marcação podemos encontrar esse linfonodo e testar se ele está comprometido pelo câncer. Caso ele seja negativo, teremos uma menor chance dos outros linfonodos daquela região (também chamado de cadeia) estarem comprometidos.

Linha de tratamento

Tratamento

Cada etapa sucessiva do tratamento da doença avançada. A primeira linha é o primeiro tratamento; se a doença progredir, o tratamento seguinte é a segunda linha, e assim por diante.

Também aparece como: Segunda linha, Terceira linha

Liquor

Corpo e sangue

Líquido que circunda todo o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal) que tem função de proteção.

Também aparece como: Líquor, Líquido cefalorraquidiano

M

Mamografia

Exames e biópsias

Exame que utiliza técnica de Raio X para avaliação das mamas. Exame de escolha para rastreamento do câncer de mama.

Leia mais: Mamografia: a partir de que idade e com que frequência fazer

Marcador sérico tumoral

Laudo e diagnóstico

Substância produzida células tumorais (também podem ser produzidas em menor quantidade pelas células normais ou doenças benignas) e que podem ser detectadas no sangue. Pode tanto ser utilizado no processo de diagnostico, assim como no acompanhamento do tratamento e seguimento do paciente já tratado. Nem todos os tumores apresentam esses marcadores. Os mais conhecidos são o PSA (próstata), CEA (intestino), CA125 (ovário), CA 19-9 (pâncreas)...

Também aparece como: Marcador tumoral, CEA, CA 19-9, CA 125

Margem cirúrgica

Laudo e diagnóstico

área de tecido normal que circunda o tumor. Na cirurgia oncológica sempre se busca margens cirúrgicas livres, isso é, sem a presença de células tumorais em uma área pré-determinada antes da borda da lesão.

Também aparece como: Limite cirúrgico, Margem livre, Margem comprometida

Mastectomia

Cirurgias

Cirurgia de retirada total da mama.

Mediana

Pesquisa clínica

Valor que fica exatamente no meio de um conjunto de resultados ordenados: metade dos pacientes ficou abaixo e metade acima dele. Quando um estudo diz "sobrevida mediana de 12 meses", significa que metade dos pacientes viveu menos e metade viveu mais que isso; não é o tempo que cada pessoa terá.

Melanoma

Laudo e diagnóstico

Câncer que nasce dos melanócitos, as células que produzem o pigmento da pele. É menos frequente que os outros cânceres de pele, mas tem maior capacidade de dar metástases, por isso o diagnóstico precoce é tão importante. Também pode surgir nos olhos e nas mucosas.

Também aparece como: Pinta

Leia mais: Melanoma: como reconhecer quando uma pinta merece atenção

Mesotelioma

Laudo e diagnóstico

Câncer que nasce do mesotélio, a membrana fina que forma a pleura (em volta do pulmão), o peritônio (no abdômen) e o revestimento de outras cavidades. A forma mais comum é a pleural. A exposição ao amianto é o fator de risco mais conhecido, mas em parte dos casos nenhuma exposição é identificada.

Também aparece como: Mesotélio, Amianto

Leia mais: Mesotelioma pleural: o que é, como aparece e como se trata hoje

Metanálise

Pesquisa clínica

Estudo que reúne, por métodos estatísticos, os resultados de vários estudos sobre a mesma pergunta, para chegar a uma estimativa mais precisa. A qualidade de uma metanálise depende da qualidade dos estudos reunidos.

Também aparece como: Meta-análise, Revisão sistemática

Metaplasia

Laudo e diagnóstico

Troca de um tipo de célula normal por outro tipo, também normal, geralmente como adaptação a uma agressão que se prolonga no tempo. Não é câncer. Um exemplo é a metaplasia intestinal do estômago, em que o revestimento do estômago passa a ter células parecidas com as do intestino e que, em algumas situações, pede acompanhamento com endoscopia.

Também aparece como: Metaplasia intestinal

Leia mais: Gastrite pode virar câncer? O que o laudo da endoscopia quer dizer

Metástase

Laudo e diagnóstico

Presença de células do câncer em local longe do ponto original de surgimento da doença. Muitas pessoas chamam de “ninhos” de câncer ou “tumores filhos”.

Também aparece como: Implante secundário, Metastático

Leia mais: Metástase: o que é, o que significa e o que muda no tratamento

Mialgia

Sintomas e efeitos colaterais

Dor muscular.

Micrometástases

Laudo e diagnóstico

Presença de células isoladas ou pequenos grupos de células cancerígenas. Por sua pequena quantidade não formam alterações visíveis nos exames de imagem. O tratamento adjuvante tem como finalidade erradicar essas possíveis células.

Miométrio

Corpo e sangue

Camada muscular do útero.

Mucosa

Corpo e sangue

O revestimento interno de alguns órgãos e cavidades como boca, aparelho respiratório, aparelho digestivo, aparelho urinário, vagina e cavidade nasal entre outros.

Mucosite

Sintomas e efeitos colaterais

Inflamação das mucosas, geralmente do trato digestivo, secundária ao tratamento oncológico, seja ele sistêmico (quimioterapia) ou da radioterapia. Seus sintomas estão relacionados com a inflamação dessas células causando por exemplo feridas na boca, dor ao engolir, dor abdominal, diarreia, assaduras em região de períneo.

Também aparece como: Afta da quimioterapia

Mutação germinativa e mutação somática

Laudo e diagnóstico

A mutação germinativa está presente em todas as células do corpo desde o nascimento, pode ser herdada e passada aos filhos (é o caso das síndromes hereditárias, como BRCA). A mutação somática surge apenas nas células do tumor ao longo da vida, não é herdada e não passa para os filhos. A maioria das alterações encontradas nos testes do tumor é somática.

Também aparece como: Germinativa, Somática

Leia mais: Câncer que anda na família: quando desconfiar de uma causa hereditária

N

Nadir

Evolução e resposta

Menor valor que um exame atingiu. Bastante utilizado na avaliação e seguimento de marcadores séricos tumorais. Também pode se referir ao menor tamanho que o tumor atingiu.

Nefrectomia

Cirurgias

Cirurgia de retirada do rim. Pode ser parcial ou total.

Neoadjuvante

Tratamento

Tratamento realizado contra o câncer antes da realização do procedimento cirúrgico de retirada da doença. Não importa qual a modalidade terapêutica empregada, podendo ser quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, droga alvo, etc.

Neoplasia

Laudo e diagnóstico

Crescimento anormal de células no organismo. Esse crescimento ocorre de forma independente, com tendência a perpetuação e autonomia. Se as células não tiverem características malignas, teremos uma neoplasia benigna, enquanto se as células tiverem características malignas estaremos frente a uma neoplasia maligna. Toda neoplasia maligna será chamada de câncer.

Neuropatia periférica

Sintomas e efeitos colaterais

Toxicidade da quimioterapia nos nervos periféricos. Costuma se manifestar com sintomas de “dormência”, “formigamento”, diminuição da sensibilidade, mas também podemos ter sensação de queimação e dor. Usualmente é um efeito adverso que ocorre ao longo do tratamento, pouco frequente nas primeiras quimioterapias. A oxaliplatina é uma exceção: pode causar formigamento e sensibilidade ao frio desde as primeiras aplicações, que costumam passar em poucos dias.

Também aparece como: Neuropatia, Formigamento

Neutropenia

Sintomas e efeitos colaterais

Diminuição do número das células de defesa, mais especificamente da “população” de neutrófilos. Essa é uma toxicidade muito comum das quimioterapias. Sua severidade será classificada em um escore que varia de 1 a 4, sendo mais grave quanto maior seu escore. Popularmente se conhece como “diminuição da imunidade”.

Também aparece como: Imunidade baixa

Neutropenia febril

Sintomas e efeitos colaterais

Casos em que ocorre febre em um paciente que está neutropênico. Essa febre deve ser tratada como infecção e que pode ter um potencial de gravidade importante, sendo essa uma complicação pouco frequente, mas que exige um rápido cuidado. Início de antibioticoterapia com brevidade é fundamental.

Nódulo

Laudo e diagnóstico

Lesão geralmente arredondada, encontrada no exame físico ou em exame de imagem. A palavra não significa câncer: muitos nódulos são benignos, e o tamanho, o aspecto e a evolução ao longo do tempo ajudam a decidir se é preciso investigar.

Também aparece como: Massa, Lesão

NPO

Tratamento

Abreviação latina (Nil per os). Referência utilizada para pacientes que devem permanecer em jejum. Também conhecido por “nada pela boca” ou “nada por via oral”, referindo-se à nutrição.

Também aparece como: Jejum, Nada pela boca

Nutrição enteral

Tratamento

Faz referência a alimentação fornecida ao sistema digestivo por meio de uma sonda, usualmente introduzida pelo nariz até o estômago ou o início do intestino delgado. Também pode ser posicionada de forma cirúrgica/endoscópica pela parede do abdômen até o estômago (gastrostomia).

Também aparece como: Sonda

Nutrição parenteral

Tratamento

Nutrição administrada diretamente na veia, não sendo utilizado o sistema digestivo. Para tanto, não se administra alimentos propriamente ditos, mas os componentes que seriam oriundos da digestão. Tem sua indicação naqueles pacientes que não podem utilizar o sistema digestivo temporariamente. Por meio dessa técnica é possível fornecer a esses pacientes todas as proteínas, calorias, vitaminas e minerais necessários.

Também aparece como: NPT

O

Ooforectomia

Cirurgias

Cirurgia para retirada do ovário. Pode ser uni ou bilateral.

Também aparece como: Retirada dos ovários

Orquiectomia

Cirurgias

Cirurgia para retirada do testículo. Pode ser uni ou bilateral.

Osteonecrose dos maxilares

Sintomas e efeitos colaterais

Área do osso da mandíbula ou da maxila que fica exposta e não cicatriza, associada principalmente ao uso de protetores ósseos. O risco aumenta com extrações e outros procedimentos dentários, por isso a avaliação odontológica antes de começar essas medicações é recomendada.

Também aparece como: Osteonecrose de mandíbula, Osteonecrose, Bifosfonato, Denosumabe, Ácido zoledrônico

Ototoxicidade

Sintomas e efeitos colaterais

Toxicidade da quimioterapia relacionada a audição. Pode se manifestar como perda ou diminuição da acuidade auditiva, zumbidos, sons tipo apito, entre outros.

P

Painel genético (NGS)

Laudo e diagnóstico

Exame que analisa, ao mesmo tempo, muitos genes do tumor em busca de alterações que tenham tratamento específico. NGS é a sigla em inglês para sequenciamento de nova geração, a técnica usada. Pode ser feito no tecido da biópsia ou no sangue (biópsia líquida).

Também aparece como: NGS, Sequenciamento

Pancreatectomia

Cirurgias

Cirurgia para retirada do pâncreas.

Também aparece como: Cirurgia de Whipple, Duodenopancreatectomia

Patologista

Laudo e diagnóstico

Médico especializado em fazer a análise histopatológica. A sua análise do material tumoral que irá comprovar ou não a existência do câncer.

PD-L1

Laudo e diagnóstico

Proteína que algumas células do tumor (e às vezes células de defesa ao redor dele) exibem na sua superfície e que funciona como um "freio" para as células de defesa: ao se ligar ao PD-1 dessas células, impede que elas ataquem o tumor. No laudo aparece como uma porcentagem ou um escore, medido pela imuno-histoquímica, e ajuda a decidir sobre o uso de imunoterapia em alguns tipos de câncer.

Leia mais: Imunoterapia no câncer de pulmão: onde ela entra, e o que decide isso

Pericárdio

Corpo e sangue

Membrana fininha que recobre o coração, formando uma espécie de saco que o protege. Tumores podem afetar o pericárdio e produzir um excesso de líquido.

PET-CT

Laudo e diagnóstico

Exame de imagem que combina a tomografia com a injeção de uma substância levemente radioativa (geralmente uma glicose marcada) que se concentra em células com metabolismo mais alto, como muitas células de câncer. Ajuda no estadiamento e na avaliação de resposta, mas inflamações e infecções também podem captar a substância.

Também aparece como: PET, PET scan

PICC

Tratamento

Cateter introduzido por uma veia do braço, cuja ponta chega a uma veia grande próxima ao coração. Diferente do cateter totalmente implantado, uma parte dele fica para fora da pele, o que exige curativo e cuidados regulares. É uma alternativa ao cateter totalmente implantado.

Também aparece como: Cateter central de inserção periférica

Leia mais: Cateter para quimioterapia: o que é, como é colocado e quanto tempo fica

Placebo

Pesquisa clínica

Termo utilizado na pesquisa clínica quando é administrado uma substância inerte, porém de aspecto visual semelhante ao tratamento efetivo. Utilizado para retirar o viés de tratamento.

Leia mais: Pesquisa clínica em câncer: o que muda para quem participa de um estudo

Plaquetas

Corpo e sangue

Fragmentos de células responsáveis pela coagulação sanguínea. São produzidas na medula óssea.

Plaquetopenia

Sintomas e efeitos colaterais

É a diminuição do número de plaquetas no sangue.

Também aparece como: Plaquetas baixas, Trombocitopenia

Pleura

Corpo e sangue

Membrana que recobre o pulmão tanto pelo lado de fora (pleura visceral) e a superfície interna (pleura parietal) formando um espaço com uma camada muito fina de líquido que é fundamental para que o pulmão consiga fazer sua movimentação de expansão e retração quando respiramos. Tumores podem afetar a pleura e produzir um excesso de líquido chamado de derrame pleural.

Pneumonite

Sintomas e efeitos colaterais

Inflamação do pulmão que não é causada por infecção. Pode ser provocada pela radioterapia no tórax ou por medicações, inclusive a imunoterapia. Costuma se manifestar com tosse seca e falta de ar, e precisa ser avaliada rapidamente.

Pólipo

Laudo e diagnóstico

Crescimento anormal de células no interior da luz de um órgão oco, como por exemplo intestino, estômago, vesícula. Alguns pólipos podem ser lesões pré-malignas que se não tratadas podem se transformar em câncer.

Leia mais: Pólipo no intestino: o que o resultado da colonoscopia quer dizer

Progressão

Evolução e resposta

Desenvolvimento da doença que previamente já se conhecia existir, seja ela estando em tratamento ou não. Esse desenvolvimento pode ser tanto o crescimento de uma ou mais lesões conhecidas, assim como o surgimento de novos focos da doença. A grande diferenciação da progressão para a recidiva é que na progressão existe doença “visível” nos exames, enquanto na recidiva, toda a doença havia sido tratada.

Progressão de doença

Evolução e resposta

Nomenclatura utilizada em pesquisa clínica quando ocorre aumento de 20% ou mais, e de pelo menos 5 mm, do menor tamanho que a doença atingiu, chamado de nadir. Também é considerado progressão de doença o surgimento de novas lesões. Essa é uma definição utilizada no RECIST.

Prostatectomia

Cirurgias

Cirurgia para retirada da próstata.

PSA

Exames e biópsias

Também chamado de Antígeno específico prostático. Substância produzida pela célula prostática, tanto normal como cancerígena. Pela possibilidade de ser detectada no sangue, utiliza-se no diagnóstico e acompanhamento dos pacientes com câncer de próstata.

Também aparece como: Antígeno específico prostático, Antígeno prostático específico

Leia mais: PSA alterado: isso quer dizer que é câncer?

Punção aspirativa com agulha fina

Exames e biópsias

Também chamado de PAAF. Coleta de material por meio da aspiração das células do tumor por meio de uma agulha fina. Usualmente se consegue fazer a análise das células que compõem aquele tumor, mas como elas estarão separadas, não é possível ter uma avaliação completa da estrutura daquele tecido. Sua avaliação é mais restrita quando comparada com outros tipos de coleta de material (biopsias).

Também aparece como: PAAF, Biópsia por agulha fina

Punção lombar

Exames e biópsias

Procedimento realizado para coletar líquido cefalorraquidiano (liquor) do canal da coluna, na região lombar, para análise. Também pode ser realizado esse procedimento para administração de medicamentos diretamente no sistema nervoso central.

Q

Quimiorradioterapia

Tratamento

Quimioterapia e radioterapia feitas no mesmo período. Além do seu próprio efeito, a quimioterapia torna as células do tumor mais sensíveis à radiação. É usada em vários tumores, como pulmão, colo do útero, reto e cabeça e pescoço.

Também aparece como: Quimioterapia e radioterapia, Concomitante

Quimioterapia

Tratamento

Tratamento com medicações voltadas para destruir o câncer. Existem diversas classes de quimioterápicos, cada uma delas com seus mecanismos de ação próprios, indicações e perfil de efeitos adversos.

Também aparece como: Quimio

Leia mais: Quimioterapia: como funciona e por que os efeitos colaterais são esses

Quimioterapia perioperatória

Tratamento

Modalidade de tratamento dividida em 3 fases. Iniciado o tratamento pela quimioterapia por um período pré-determinado. Após é realizado a cirurgia e novamente se retorna para mais um período de quimioterapia. As medicações e períodos de tratamentos quimioterápicos não necessariamente serão os mesmos.

R

Radiodermite

Sintomas e efeitos colaterais

Inflamação aguda ou tardia da pele provocada pela radioterapia. Efeito adverso possível de ocorrer com a radioterapia.

Radiofármaco

Tratamento

Medicamento carregado com radiação utilizado para diagnóstico ou tratamento. Apresentam alterações em sua estrutura que reconhecem preferencialmente as células tumorais, dessa forma entregando a medicação apenas nelas ou marcando-as em casos de exames de imagem.

Também aparece como: Medicina nuclear

Radioterapia

Tratamento

Utilização de radiações ionizantes para o tratamento das células do câncer. Existem diferentes técnicas e formas de radiação que podem ser utilizadas a depender das características de cada caso.

Também aparece como: Rádio, Radiação

Radioterapia de encéfalo total

Tratamento

Também chamada de whole brain radiotherapy (WBRT). Radioterapia realizada em todo o cérebro, não apenas em áreas de tumores visíveis. Muito utilizada em pacientes com múltiplas lesões cerebrais ou lesões de grande volume não candidatos à radioterapia estereotáxica.

Também aparece como: Radioterapia de crânio total

Radioterapia de intensidade modulada (IMRT)

Tratamento

Técnica de radioterapia que permite a conformação da radiação para o contorno da área-alvo e utiliza múltiplos feixes de radiação angulares e de intensidades não uniformes, possibilitando um tratamento mais concentrado na região do tumor. Essa técnica permite modular de maneira mais precisa a dose entregue ao tumor alvo, também permitindo maior preservação dos tecidos sadios ao redor.

Também aparece como: IMRT

Radioterapia estereotáxica

Tratamento

Também chamada de radiocirurgia. Tecnologia avançada em radioterapia que permite uma localização mais precisa do alvo a ser tratado permitindo realizar o tratamento com campos menores evitando tecidos sadios. Dessa forma torna-se viável a entrega de doses maiores a cada dia possibilitando um período mais curto de tratamento.

Também aparece como: Radiocirurgia, Gamma Knife, Gama knife, SBRT, Estereotaxia

Razão de risco (hazard ratio)

Pesquisa clínica

Número que compara o risco de um evento, como progressão ou morte, entre dois grupos de um estudo ao longo do tempo. O valor 1 significa nenhuma diferença; abaixo de 1, o risco foi menor no grupo do novo tratamento. Uma razão de risco de 0,70, por exemplo, indica um risco cerca de 30% menor.

Também aparece como: Hazard ratio, HR

Receptores hormonais (RE e RP)

Laudo e diagnóstico

Proteínas na célula do tumor de mama que recebem o estímulo dos hormônios estrogênio (receptor de estrogênio, RE) e progesterona (receptor de progesterona, RP). Quando estão presentes no laudo da imuno-histoquímica, o tumor é chamado de hormônio-positivo e pode ser tratado com hormonioterapia.

Também aparece como: Receptor de estrogênio, RE, RP, Hormônio-positivo

Recidiva

Evolução e resposta

Retorno ou recorrência do câncer após um período em que estava livre da doença. Essa recorrência pode ser localizada (no local do tumor primário), regional (próxima ao local do tumor original) ou a distância (sem relação anatômica com o tumor original).

Também aparece como: Recorrência, Recaída

Recidiva a distância

Evolução e resposta

Retorno do câncer em local sem relação anatômica com o tumor original. Exemplo: câncer de intestino que retorna com metástase no fígado.

Recidiva local

Evolução e resposta

Retorno do câncer no mesmo sítio anatômico do tumor original. Exemplo: câncer de pele que retorna no local da cicatriz cirúrgica.

Recidiva locorregional

Evolução e resposta

Retorno do câncer em região próxima ao sítio anatômico do tumor original. Exemplo: câncer de mama que retorna nos linfonodos axilares do mesmo lado da mama operada.

Também aparece como: Recidiva locoregional

RECIST

Pesquisa clínica

Sigla em inglês “Response Evaluation Criteria In Solid Tumours”. Esse é um sistema de avaliação tumoral muito frequentemente utilizado na pesquisa clínica.

Remissão

Evolução e resposta

Desaparecimento dos sinais e sintomas do câncer. Pode ser completa, quando os sinais da doença desaparecem, ou parcial, quando o tumor diminui de forma importante mas ainda aparece nos exames.

Resposta parcial

Evolução e resposta

Nomenclatura utilizada em pesquisa clínica quando ocorre redução de ao menos 30% da doença. Essa é uma definição utilizada no RECIST.

Resposta patológica completa

Evolução e resposta

Desaparecimento completo do tumor após realização do tratamento, quando o patologista não identifica nenhuma célula tumoral ao examinar o material retirado na cirurgia. A resposta patológica completa está associada a menor chance de recidiva e a maior sobrevida.

Também aparece como: RPC, pCR

Resposta radiológica completa

Evolução e resposta

Desaparecimento completo do tumor nos exames de imagem após a realização do tratamento específico. O desaparecimento completo nos exames de imagem não garante que tenha ocorrido a resposta patológica completa também.

Retite actínica

Sintomas e efeitos colaterais

Inflamação aguda ou tardia da mucosa do intestino (geralmente reto e/ou canal anal) provocada pela radioterapia. Efeito adverso possível de ocorrer em casos de irradiação da pelve.

Também aparece como: Retite actínia, Proctite actínica

S

Sarcoma

Laudo e diagnóstico

Câncer que nasce dos tecidos de sustentação do corpo, como gordura, músculo, osso, cartilagem e vasos, e não das células de revestimento, que dão origem aos carcinomas. É raro e tem dezenas de subtipos; o nome do subtipo (lipossarcoma, leiomiossarcoma, osteossarcoma) indica o tecido de origem.

Também aparece como: Lipossarcoma, Leiomiossarcoma, Osteossarcoma

Leia mais: Sarcoma: o que é, como ele aparece e quando um caroço merece investigação

Seguimento (follow-up)

Tratamento

Período de acompanhamento após a realização de todo o procedimento oncológico. Frequência de consultas, assim como exames realizados variam entre cada caso e inclusive com o passar do tempo.

Também aparece como: Follow up, Follow-up

Setorectomia

Cirurgias

Cirurgia de uma região específica da mama. Também é conhecida por cirurgia conservadora da mama.

Também aparece como: Quadrantectomia, Cirurgia conservadora da mama

Síndrome de lise tumoral

Sintomas e efeitos colaterais

Complicação em que muitas células do tumor são destruídas ao mesmo tempo e liberam seu conteúdo no sangue, alterando substâncias como potássio, ácido úrico e fósforo, o que pode prejudicar os rins e o coração. É mais comum em tumores de crescimento muito rápido e muito sensíveis ao tratamento; quando há risco, faz-se hidratação e uso de medicações preventivas.

Também aparece como: Lise tumoral

Síndrome mão-pé

Sintomas e efeitos colaterais

Efeito adverso de alguns quimioterápicos, por exemplo capecitabina, que provocam alteração na planta dos pés e palma das mãos. Usualmente se apresenta com desconforto / dor, além de hiperemia e em casos mais extremos fissuras e sangramento cutâneo.

Também aparece como: Eritrodisestesia palmoplantar

Sobrevida

Pesquisa clínica

Medida de tempo muito utilizado nos estudos clínicos em oncologia.

Sobrevida global

Pesquisa clínica

Período de tempo que engloba um marco inicial pré-determinado (diagnostico, início do tratamento, entrada no estudo) até a morte, independentemente de sua causa.

Também aparece como: SG, OS

Sobrevida livre de progressão

Pesquisa clínica

Período de tempo cujo marco inicial é o início do tratamento (ou a entrada no estudo) e que termina quando há progressão da doença ou morte, o que acontecer primeiro.

Também aparece como: SLP, PFS

Subcutâneo

Tratamento

Medicação aplicada logo abaixo da pele, na região subcutânea.

Também aparece como: SC

T

Taxa de resposta

Pesquisa clínica

Porcentagem de pacientes cujo tumor diminuiu no mínimo 30% em relação ao seu basal após o tratamento.

Terapia de manutenção

Tratamento

Tratamento mantido depois de uma fase inicial mais intensa, com o objetivo de prolongar o controle da doença. Costuma usar menos medicações, ou medicações mais bem toleradas.

Também aparece como: Manutenção

Termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE)

Tratamento

Processo no qual o paciente voluntariamente confirma sua vontade de realizar determinado procedimento ou tratamento. O paciente e o médico discutem sobre todos os aspectos relacionados ao procedimento, sendo esclarecida todas as dúvidas do paciente. Ambos devem assinar e datar o documento. É muito comum sua aplicação antes de procedimentos cirúrgicos, quimioterapia e radioterapia. Esse documento também é obrigatório quando da participação em pesquisa clínica.

Também aparece como: TCLE, Consentimento

Leia mais: Pesquisa clínica em câncer: o que muda para quem participa de um estudo

Timoma

Laudo e diagnóstico

Tumor que nasce do timo, uma glândula localizada no peito, à frente do coração. É raro e, em parte dos casos, está associado a doenças autoimunes, sendo a miastenia gravis a mais conhecida.

Também aparece como: Tumor de timo, Timo

Leia mais: Tumor de timo: o que é o timoma, como ele é descoberto e o que define o tratamento

Tireoidectomia

Cirurgias

Cirurgia para retirada da tireoide. Poderá ser parcial ou total.

Transdérmico

Tratamento

Medicação ou substância aplicada à pele intacta e absorvida por ela.

Também aparece como: Adesivo

Tratamento de primeira linha

Tratamento

Expressão utilizada para se referir ao primeiro tratamento que o paciente está recebendo para doença metastática.

Também aparece como: Primeira linha

Tratamento padrão ouro

Tratamento

É o tratamento estabelecido como mais eficaz (primeira escolha) para um determinado caso.

Também aparece como: Padrão ouro

Triplo-negativo

Laudo e diagnóstico

Tipo de câncer de mama que não apresenta receptores de estrogênio, de progesterona nem excesso de HER2. Por não ter esses alvos, não responde à hormonioterapia nem aos tratamentos anti-HER2 clássicos, como o trastuzumabe. O tratamento se baseia em quimioterapia e, em algumas situações, imunoterapia ou anticorpos conjugados (ADC).

Trombose

Sintomas e efeitos colaterais

Formação de um coágulo dentro de um vaso sanguíneo, mais comum nas veias das pernas (trombose venosa profunda). Pessoas com câncer têm risco aumentado, pela doença e por alguns tratamentos. Quando o coágulo se desloca até o pulmão, chama-se embolia pulmonar. Inchaço e dor em uma perna, ou falta de ar súbita, pedem avaliação urgente.

Também aparece como: TVP, Embolia pulmonar, TEP, Coágulo

Tumor neuroendócrino

Laudo e diagnóstico

Tumor que nasce das células neuroendócrinas, que produzem hormônios e estão presentes em vários órgãos, sobretudo intestino, pâncreas e pulmão. O comportamento varia muito: muitos crescem devagar, e o grau (definido em parte pelo Ki-67) ajuda a prever essa evolução. Alguns produzem hormônios que causam sintomas próprios.

Também aparece como: TNE, Neuroendócrino, Carcinoide

Leia mais: Tumor neuroendócrino: o que é, o que o laudo quer dizer e como se trata

Tumor primário

Laudo e diagnóstico

Tumor inicial.

Tumor primário oculto

Laudo e diagnóstico

Câncer em que o local do tumor primário (inicial) não pôde ser encontrado. O diagnóstico é feito a partir das metástases. Exemplo seria um paciente com linfonodos cervicais comprometidos por um câncer que não seja de linfonodos (linfoma) e ausência de outras alterações.

Também aparece como: Sítio primário desconhecido

Leia mais: Câncer de sítio primário desconhecido: quando não se encontra a origem do tumor

U

Ultrassom

Exames e biópsias

Exame de diagnóstico por imagem que utiliza ondas sonoras para produção de imagens em tempo real dos órgãos. Essa técnica, associada ao uso do doppler, consegue avaliar fluxo sanguíneo na região em avaliação. Diferente de outras técnicas, não utiliza radiação.

Também aparece como: Ecografia, Ultrassonografia

Uveíte

Sintomas e efeitos colaterais

Inflamação da região ocular conhecida como úvea. Esse pode ser um efeito adverso de alguns tratamentos oncológicos.

X

Xerodermia

Sintomas e efeitos colaterais

Ressecamento da pele.

Também aparece como: Pele seca

Xeroftalmia

Sintomas e efeitos colaterais

Ressecamento dos olhos.

Também aparece como: Olho seco

Xerostomia

Sintomas e efeitos colaterais

Sensação de boca seca.

Também aparece como: Boca seca

Nenhum termo encontrado. O dicionário está crescendo; se a palavra que você procura não está aqui, ela pode estar no texto sobre a doença.

Este texto tem caráter informativo e educativo e não substitui a avaliação individual de cada caso por um profissional de saúde.

Dr. Juliano Cé Coelho, médico oncologista · CRM-RS 34989 · RQE 29213 · Porto Alegre/RS